• 116 • 12.1 POUPANÇA DE ENERGIA Quando se pede ao responsável pela concepção de uma instalação eléctrica o critério de escolha da secção do cabo, é frequente obter respostas dos tipos “A que especifica o regulamento”, “A que suporta a carga”, “A que vem no catálogo”. É evidente que não se está a considerar, talvez por falta de informação, que as intensidades máximas admissíveis que resul tam dos documentos refer idos supõem uma elevação da temperatura do co n d u t o r a 90 º C , s e o s i s o l ame n t o s f o ram termoestáveis (PEX ou EPR), ou a 70 ºC, se forem termoplásticos (PVC). Como consequência o cabo em serviço permanente irradiará energia térmica que o afectará negativamente, degradando e envelhecendo os seus componentes (isolamentos e bainhas) e portanto encurtando a vida útil do cabo. Por outro lado temos de considerar que se o cabo eléctr ico é um elemento de transmissão de energia até ao ponto de consumo nas melhores condições de segurança e fiabilidade, não é menos importante notar que durante o trajecto se pague o mínimo tributo possível pela energia dissipada. Este capítulo visa determinar um estudo básico ligado ao aquecimento dos cabos, que nos permita definir a secção económica dos condutores eléctricos em função da intensidade a transportar, das perdas em kW por aquecimento (efeito Joule) e a rentabilidade a curto prazo do investimento associado à escolha de uma secção superior.
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