Cabos Eléctricos

10.1.6 ESFORÇOS DE TIRAGEM Para guiar a ponta do cabo, usa-se uma “manga” solidária com um cabo metálico. Não se aconselha, se o cabo for puxado à mão, concentrar o esforço só nessa ponta. Para repartir o esforço, é recomendável distribui-lo ao longo da instalação com um número de pessoas adequado ao peso do cabo a ao número de rolos. Deve ter-se especial atenção tanto nos pontos de mudança de direcção como nas entradas das tubagens, que deverão ser protegidas com guias apropriadas. Se o cabo tem uma armadura metálica de fios de Aço galvanizado, a aplicação do esforço será feita amarrando os fios da armadura. Nos casos em que ela não existe, o esforço máximo de tracção será limitado a 5 kg/mm2 se o cabo tem condutores de Cobre e a 3 kg/mm2 se tiver condutores de Alumínio. Para controlar esta operação deve utilizar-se um dinamómetro. De qualquer modo, o esforço deverá ser o mais uniforme possível , evitando puxões bruscos. Ejemplo: Cabo 3 x 240 mm2 Cobre = 3600 kg Cabo 1 x 150 mm2 Alumínio = 450 kg Se o traçado tiver curvas, deverão prever-se rolos repartidos na curvatura, sendo a tensão máxima na curva definido por: T max = 450 x R Exemplo: Cabo 1 x 240 mm2 R = 2,66 metros T max = 1200 kg dos outros. Nas mudanças de direcção utilizam-se rolos em ângulo e ao introduzir os cabos em tubagens, p. ex., também devem ser guiados por rolos adequados. Em geral os rolos devem rodar livremente, ter uma base estável e ser concebidos de modo que o cabo não saia da gola dos mesmos. Também deve garantir-se o controlo da frenagem da bobina, que impeça a formação de laços e a folga de espiras, dado que pode ser grave o aparecimento de cocas e torções. • 98 •

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