10.2.2 LIGAÇÃO DE CABOS EM PARALELO Quando a potência a transportar é importante, pode recorrer-se à ligação em paralelo de vários cabos monopolares mantendo-se as seguintes precauções: Para se conseguir uma distribuição equilibrada de corrente, os cabos têm de te r a mesma sec ção e o mesmo comprimento, assim como manter a disposição relativa dos condutores de fase. Não é fácil satisfazer estas condições, em particular nas ligações curtas onde é difícil alterar a posição relativa dos diferentes conectores e os cabos têm de ser cruzados entre si alternando a ordem e posição. • 105 • Por vezes, os tubos são preenchidos com misturas do tipo cimento fraco ou bentonite, com o que se melhora a dissipação de calor e se mantém o sistema inamovível em relação às dilatações devidas aos ciclos de carga. Outras vezes é preferível deixar o tubo vazio para facilitar o acesso posterior. Nos traçados subterrâneos de cabos monopolares, sem tubos, os cabos podem ser dispostos em PARALELO (os três cabos no mesmo plano, separados entre si por uma distância equivalente ao diâmetro de um deles), ou em TRIÂNGULO (os três em contacto mútuo de modo que os seus centros configurem um triângulo equilátero). As vantagens e inconvenientes são os seguintes: PLANO: Existe maior distância entre os condutores do que resulta melhor dissipação de calor, mas também é maior a indutância (portanto também é maior a queda de tensão); isto causa um desequilíbrio indutivo entre a fase central e as dos extremos. TRIÂNGULO: Pior dissipação de calor por aquecimento mútuo dos cabos. A corrente induzida nas blindagens é menor e apresenta um bom equilíbrio indutivo ao anular-se entre si.
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